segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Será que a música é um refúgio para Robert Pattinson?

 Confira um depoimento completo que uma fã, falando sobre Robert e sobre a sua música.

O recente ressurgimento do rumor de "Rob como Jeff Buckley" me fez pensar novamente sobre o que eu sempre gostei mais dele, que é o seu amor pela música, já que espelha o meu. Quando eu tinha quinze anos eu tive a minha primeira fita cassete. Só me lembro de duas canções agora: Van Morrison "Brown Eyed Girl" e Velvet Underground "She's My Best Friend". A fita foi um presente de um garoto de dezesseis anos de idade, que naquela época foi muito mais criativo do que a vida média suburbana lhe deu motivos para ser. Ele tornou-se uma memória há muito tempo atrás. Mas o seu efeito em mim ainda hoje é presente, porque quando nos conhecemos eu gostava de música tanto quanto qualquer outra garota adolescente. Isso significa muitos Top 40. Mas ele amava música ao ponto que quase parecia às vezes como se quando estivesse falando sobre música, ela fosse mais importante para ele do que oxigênio. Então fiz o que qualquer garota nerd de respeito faz quando tem uma paixão: eu fingi. Eu o ouvi falar sobre bandas que eu nunca tinha ouvido falar, ia para casa e usava minhas habilidades naturais de leitura e pesquisa para me preparar melhor para a próxima vez. Eu fingi, até que não estava mais fingindo. Até que eu estava tão envolvida em minha descoberta musical que eu estava fazendo minhas próprias seleções de música.
Durante a minha formação musical, passei a acreditar que só há dois tipos de música: a boa e a ruim. Não me amole com títulos de gênero que são usados para separar algo que deveria unir as pessoas. Boa música faz você sentir, pensar, questionar. Embora eu sempre tente manter uma mente aberta sobre a música, eu tenho que admitir que a frase ator-músico muitas vezes causou arrepios na espinha. Russell Crowe, Eddie Murphy, Kevin Costner, Lindsay Lohan, as garotas Disney deram à todos os amantes de música uma razão para dar uma pausa.
Vamos encarar: só porque alguém consegue um contrato de gravação não significa que ele deveria. Mas tem havido alguns pontos de luz como "She & Him" das meninas indie Jenny Lewis e Zooey Deschanel. Temos ainda Ryan Gosling com "Dead Man's Bones", uma ótima versão de "Bad Romance" de Joseph Gordon-Levitt, e a reaparição de Robert Pattinson como cantor. 
Como com Kristen, eu fiquei completamente informada sobre Rob durante Crepúsculo. Eu tinha visto Harry Potter e claro, para ser honesta eu estava mais interessada nos Weasleys, porque eu tinha uma coisa por ruivos. Durante a promoção de Crepúsculo eu descobri que eu gostava dele; mesmo achando que ele tinha cara de ídolo de matinê dos anos 1950, uma entrevista de três minutos revelou rapidamente a alma de um nerd. O seu rosto e seu charme são maravilhosos, mas o que me fez admirá-lo ainda mais foi a música. Para citar uma grande poeta americana, Pink, “Eu sempre fui uma otária, tinha uma fraqueza por um garoto com uma guitarra e uma bebida na mão." A primeira vez que ouvi-lo cantar, eu sabia que ele era bom. Mesmo que eu descobrisse um músico novo, é sempre a mesma coisa que me agarra, a riqueza da voz. O tom da voz de um cantor é importante, é o sabor das palavras que ele canta. Uma boa voz é o que separa um bom cantor das estrelas pop homogêneas. Rob está desgastado. É um par de botas velhas que andou mais de mil milhas, com álcool, e memórias cheias de fumaça do porão das noites de microfone aberto. Sua voz tem um tom duro, a alma de olhos azuis, atada com dor e pesar. Sua voz me questiona. Eu quero saber como um garoto de classe média de uma família feliz tem esse tipo de anseio dentro dele. Seu som é influenciado por seus heróis? Ou será que as histórias borbulham sob a superfície livre que estoura quando ele dedilha o violão? O que ele está pensando, como ele se coloca diante deste pequeno pedaço de si mesmo?
A capacidade criativa de uma pessoa é diretamente ligada ao seu desejo de aprender e exercer a sua curiosidade. O desejo de aprender a tocar um novo instrumento, escrever uma música, produzir qualquer trabalho todos provenientes do local de crescimento e engajamento. Mas no mercado do entretenimento, a arte pode muitas vezes ser secundária ao dinheiro. Isso não quer dizer que ganhar dinheiro é ruim, mas há algo de admirável sobre os artistas que buscam a arte em prol da criação. Agora seria muito fácil para Rob obter um contrato de gravação, porque ele já viria com uma base de fãs. Não há dúvida de que ele venderia muitos albúns e ganharia muito dinheiro. Mas Rob resiste veementemente em comercializar sua música, o que continua a alimentar o desejo e a curiosidade de todos. 

Costuma-se dizer que quem recebe tudo fácil, também cria muitas expectativas nas pessoas. A máquina de Twilight tem proporcionado grandes oportunidades para seus atores principais. Entretanto o monstro da fama atormenta suas vidas particulares, tanto Rob como Kristen tentam proteger a si e o que eles tem de mais importante. Construindo um refúgiu longe de tudo e de todos. Música sempre foi muito importante para Rob, e se tornou uma parte vital do seu lugar particular. Raramente ele é visto em algum aeroporto sem um violão. A euforia do menino na manhã de Natal porque ganhou um novo violão é contagiosa. A proteção que seus amigos lhe deram durante a viagem, onde Rob até tocou algumas músicas em um bar, é louvável.
Como fã eu adoro sua voz, se fosse anunciado amanhã que ele iria lançar um álbum, eu compraria. Eu fico grata que ele não vai fazer isso. Agora, os fãs gostando ou não, Crepúsculo sempre é citado nos artigos sobre Rob. A franquia ao longo dos últimos anos se tornou o saco de pancadas favorito dos escritores online. Na minha opinião seria melhor aceitar Crepúsculo do jeito que é, e focar nos péssimos filmes que invadem os cinemas todo ano. Os escritores se divertem fazendo as crianças abaixarem um pouco a crista. Mas eles simplesmente têm o desejo de quebrar o que eles próprios ajudaram a criar, eles frequentemente eles desmerecem os atores que estão tentando fazer o seu trabalho e obter melhores resultados em seu ofício. O primeiro passo de uma franquia é definir seu conteúdo independente do que a imprensa pense. Um teste de figurino ainda tem que ser feito, para que os papéis não sejam mal distribuído. Rápido para julgar. Rápido para culpar. Rápido para parar o processo criativo. Por outro lado, temos alguns fãs que não gostam de ver seus artistas prediletos sendo criticados. No meio disso está o Rob. Eu nunca li uma entrevista onde ele proclamou-se o ator de sua geração, ou o seu desejo de ter uma parede cheia de prêmios antes de seu trigésimo aniversário. Ouvi-lo apenas expressar o desejo de crescer e aprender em seu processo criativo. Quanto a música, estou com medo que ele seja vítima do mesmo cenário. A diferença, entre sua atuação e sua música é que em relação a atuação ele se permitiu ser criticado, já na música, ele teve poucas experiências desse tipo, só a tornou pública em Crepúsculo e outras raras ocasiões. Ele mantém sua música segura longe dos fãs e das críticas.
Enquanto eu ainda espero por uma biografia que retrate seu lado músico ou por alguma música que ele libera aqui e ali, eu entendo o desejo de manter algo especial durante algum tempo dentro dos seus próprios limites, onde ele tem o controle. Sua voz ainda me intriga e me faz querer conhecer ainda mais. Mas como todo bom músico, Rob parece entender que certas coisas tem que continuar em segredo para poderem crescer, e para aqueles que gostam de saber, todas as respostas estão em seu trabalho. Então, vou ficar contente com os poucos trabalhos disponíveis, enquanto nós dois continuamos com nossas descobertas musicais.

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